Dois golos de Jude Bellingham abriram as portas das meias-finais do Mundial de futebol à Inglaterra, consumando uma vitória com reviravolta sobre a Noruega (2-1), no prolongamento do terceiro jogo dos ‘quartos’.
Bellingham leva Inglaterra para as meias-finais
No Estádio Hard Rock, em Miami Gardens, nos Estados Unidos, o médio chegou aos seis remates certeiros nesta edição com um ‘bis’ (45+2 e 93 minutos), que inverteu o tento artístico de Andreas Schjelderup (36), do Benfica, e impediu os nórdicos de estenderem uma campanha histórica.
O encontro prometia ser marcado pela influência de Harry Kane e Erling Haaland, os dois futebolistas com mais golos entre clubes e seleções nas diversas provas em 2025/26, mas Bellingham emergiu para encaminhar a quarta presença dos britânicos no top 4, ao qual voltam oito anos depois.
Na quarta-feira, em Atlanta, a Inglaterra, vencedora em 1966, na condição de anfitriã, e finalista derrotada dos últimos dois Europeus, vai lutar pela presença na final diante da campeã mundial e bicampeã sul-americana Argentina, detentora de três títulos (1978, 1986 e 2022), ou da Suíça.
De fora das ‘meias’ está a Noruega, que utilizou dois jogadores do Benfica - Schjelderup de início e Fredrik Aursnes como suplente -, e encerrou a quarta participação com o melhor desempenho, no regresso aos Mundiais 28 anos depois, período no qual também esteve arredado dos Europeus.
Com John Stones e Noni Madueke de regresso à titularidade e Ezri Konsa adaptado a lateral direito, a Inglaterra sentiu problemas para desequilibrar, enquanto a Noruega desinibiu-se desde a primeira pausa para hidratação.
Após um livre por cima de Kane (29 minutos), os nórdicos abrandaram a iniciativa do adversário e Haaland finalizou de cabeça um centro de Julian Ryerson à figura de Jordan Pickford (35), que seria surpreendido a seguir.
Única novidade no ‘onze’ nórdico, Schjelderup captou um passe do capitão Martin Odegaard e rematou cruzado na esquerda, perto do limite da área contrária e pressionado por Konsa, com a bola a sobrevoar o guarda-redes, batendo no poste esquerdo a caminho do golo inaugural, aos 36 minutos.
Os britânicos sentiram o golpe e Alexander Sorloth teve duas chances para ampliar a diferença, mas atirou por cima (39 minutos) e foi lento a definir uma transição (44), por entre uma defesa de Pickford ante Odegaard (40).
Contra a tendência, a Inglaterra ripostaria já em tempo de compensação, aos 45+2 minutos, tendo Anthony Gordon lançado a partir da esquerda Bellingham, que fugiu a Torbjorn Heggem e disparou cruzado rumo ao 1-1.
Até ao intervalo, Kane rematou de longe sem assustar Orjan Nyland (45+3 minutos) e viu um golo invalidado por posição ilegal (45+4), momento do qual a Noruega se desprendeu numa etapa complementar menos frutífera.
Haaland forçou uma defesa de Pickford em nova incursão de Ryerson (53 minutos) e cometeu falta no tento anulado a Heggem (55), ao empurrar Elliot Anderson antes da cobrança do canto, num lance sancionado com recurso ao videoárbitro (VAR) e que elevou a intranquilidade da Inglaterra.
Os escandinavos continuaram por cima e Kristoffer Ajer cabeceou à barra servido por Aursnes (76 minutos), que seria decisivo perto do fim, quando se antecipou a Eberechi Eze e impediu-o de finalizar na pequena área (87), com Nyland batido, após drible de Bukayo Saka sobre David Moller Wolfe.
O empate precipitou o prolongamento, no qual os britânicos se mostraram mais frescos e, volvido um cabeceamento de Kane afastado por Nyland, completaram a reviravolta por Bellingham aos 93 minutos, na recarga ao ‘tiro’ de longe de Morgan Rogers, que o guarda-redes largou para a frente.
Autor de 27 golos nas últimas 14 partidas oficiais pela Noruega, incluindo sete antes do seu quinto jogo no Mundial2026, Haaland saiu ao intervalo sem marcar e a Inglaterra geriu sem sobressaltos o resto do tempo extra - o 11.º disputado em Mundiais, em que apenas acumulava três vitórias -, no qual Nyland ainda negou o 3-1 a Djed Spence e Saka (110 minutos).
Jogo no Estádio Hard Rock, em Miami Gardens, nos Estados Unidos.
Noruega - Inglaterra, 1-2 após prolongamento.
Ao intervalo: 1-1.
No final do tempo regulamentar: 1-1.
No final da primeira parte do prolongamento: 1-2.
Marcadores:
1-0, Andreas Schjelderup, 36 minutos.
1-1, Jude Bellingham, 45+2.
1-2, Jude Bellingham, 93.
Equipas:
- Noruega: Orjan Nyland, Julian Ryerson (Fredrik Aursnes, 60), Kristoffer Ajer, Torbjorn Heggem (Leo Ostigard, 91), David Moller Wolfe (Marcus Pedersen, 90), Sander Berge, Martin Odegaard, Patrick Berg, Alexander Sorloth (Oscar Bobb, 67), Andreas Schjelderup (Antonio Nusa, 68) e Erling Haaland (Jorgen Strand Larsen, 106).
Selecionador: Stale Solbakken.
- Inglaterra: Jordan Pickford, Ezri Konsa (Morgan Rogers, 89), John Stones, Marc Guéhi, Nico O’Reilly (Djed Spence, 86), Declan Rice (Eberechi Eze, 46), Elliot Anderson, Noni Madueke (Bukayo Saka, 46), Jude Bellingham (Dan Burn, 111), Anthony Gordon (Reece James, 71) e Harry Kane.
Selecionador: Thomas Tuchel.
Árbitro: Clément Turpin (França).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Kristoffer Ajer (117).
Assistência: 64.478 espectadores.